Alma da Bola

alma=princípio da vida, sentimento, generosidade, coração
bola= artefato esférico de borracha ou de outro material, freqüentemente envolto de couro, que, em geral salta por efeito da elasticcidade, e é usado em diversos esportes

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Local: São Paulo, SP, Brazil

Jornalista especializado em marketing esportivo. Gosta de história e de uma boa cerveja.

sexta-feira, junho 12, 2009

As Minhas Copas do Mundo – Muito prazer, Seleção Canarinho



Peço desculpas a quem tem acompanhado esse blog. Devido a um problema de força maior (TCC), fiquei dois dias sem escrever. Para compensar falarei de alguns jogos, assim não perco o fio da meada.

Para começar, falarei do primeiro jogo que vi da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Brasil e Suécia em 10 de junho de 1990 em Turim. Não fosse um único detalhe, seria impossível falar algo de bom daquele jogo. O time do Brasil era horrível, o técnico brasileiro era péssimo e o estádio Delle Alpi, pelo que dizem, é frio. Mas o detalhe atendia pelo nome de Careca, o melhor 9 que vi com a Seleção em uma Copa do Mundo e o eterno parceiro de Maradona no Napoli.

Careca, com dois gols, fez eu entender o que era o Brasil na Copa do Mundo. Fogos, gente festejando nas ruas, buzinas, verde e amarelo para tudo que é lado. Entendi que Copa para o brasileiro é coisa séria. Séria, mas brasileira. Aquela sambadinha de comemoração do artilheiro (veja o vídeo) em frente à bandeira de escanteio fixou em minha memória como algo alegre. Apesar de tudo e de todos, aquilo era Brasil e aquele foi meu primeiro Gooolll (assim mesmo, com vários “O” e “L”) brasileiro comemorado em Copas.
Outro jogo que quero falar, este ocorrido em 11 de junho, foi França x Dinamarca, em 2002. A partida selou a desclassificação dos franceses em um torneio que entraram como favoritos (pelo menos a mídia e eu considerávamos assim). Mas os dinamarqueses Tomasson, Jørgensen, Grønkjær e Rommedahl acabaram com o sonho dos franceses. Sorte deles que voltaram mais cedo para Paris.

Dominadores e dominados
O dia 11 de julho também foi a data de dois jogos geopoliticamente interessantes. Em 1990, na Itália, a Inglaterra enfrentou a Irlanda. Já em 2006 foi a vez de Portugal, com Felipão no comando, enfrentar sua ex-colônia, Angola. 1X1 terminou o primeiro, enquanto os lusitanos venceram pela contagem mínima os africanos.


MIDAS OU SADIM?
Este blog não serve para comentar o futebol do presente. Aliás, sugiro para quem espera por isso, procurar alguém mais gabaritado na internet. No entanto, com a repercussão que as transferências têm gerado, desta vez farei uma exceção com uma provocação. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, que já contratou Kaká e Cristiano Ronaldo para a próxima temporada é um Rei MIDAS ou um Rei SADIM (inverta a palavra e entenda o significado)?

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posted by Guy Júnior | 5:36 PM | 6 comments

quarta-feira, junho 10, 2009

As Minhas Copas do Mundo – Meras coincidências e surpresas agradáveis







O segundo capítulo de As Minhas Copas do Mundo reúne jogos com coincidências curiosas. A primeira delas é a data, 9 de junho; a segunda é que nos três casos, os jogos era dos anfitriões do torneio; a terceira será descrita logo mais.

Uma coincidência (será isso mesmo?) colocou em campo, a Itália, em 1990; o Japão em 2002; e a Alemanha, em 2006; contra Áustria, Rússia e Costa Rica, respectivamente. A terceira coincidência (isso sim só uma coincidência mesmo) é que os três países eram representantes do eixo.

Se fora dos campos o eixo só nos trouxe surpresas desagradáveis, nesses jogos algo de diferente aconteceu. Em 1990, a Itália apresentou ao mundo um tal Salvatore “Toto” Schilacci, um centroavante com a camisa 19, não muito clássico, mas tipicamente um apaixonado italiano emotivo. Aos 33 minutos do segundo tempo ele acertou uma cabeçada da linha da pequena área para o fundo das redes, dando números finais a um jogo repleto de ingredientes dramáticos no estádio Olímpico de Roma, ainda hoje penso: e se não fosse Toto naquele dia?

O Japão em 2002 conseguiu um grande feito em seus domínios, a primeira vitória em sua história nas Copas. O protagonista foi Junichi Inamoto, um japonesinho loiro que à época jogava no Arsenal. Lembro que todos em casa ficaram muito felizes, o sangue japonês falava mais alto naquele momento. Aquele gol foi muito importante, pois praticamente colocou o Japão na segunda fase do mundial, algo que poucos acreditavam.

Outros incrédulos eram os torcedores alemães em 2006. Mas após o jogo de abertura, quando os germânicos venceram os costarriquenhos por 4x2, o país se uniu finalmente como uma nação. 15 anos depois da queda do muro o futebol conseguiu resgatar o sentimento de nação do povo que mais adora cerveja no mundo. A surpresa? Phillip Lahm, autor do primeiro gol da nova Alemanha. Até amanhã.

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posted by Guy Júnior | 12:55 AM | 1 comments

segunda-feira, junho 08, 2009

As Minhas Copas do Mundo – Paixão ao primeiro gol


Nos próximos dias, tentarei (eu disse tentarei) publicar um pequeno texto sobre alguns jogos das Copas do Mundo que acompanhei – Itália 90, EUA 94, França 98, Coreia/Japão 2002 e Alemanha 2006.

A série, que batizei de As Minhas Copas do Mundo, será publicada de 8 de junho a 17 de julho, e trará relatos meus sobre alguns jogos dos mundiais que mais me impressionaram. Assumo o compromisso de não fazer retrospectivas profundas sobre os jogos, apenas farei um resgate de minhas memórias e gostaria de dividir isto com vocês.

O ponto de partida é a partida de abertura da Copa de 90, realizada há exatos 19 anos. Argentina e Camarões foi o primeiro jogo de Copa do Mundo que assisti (já consciente do significado de tudo aquilo). Paixão à primeira vista.

Recordo que minha expectativa era grande. Eu tinha 8 anos e havia acabado de chegar da escola quando, por volta das 13 horas, se não estou enganado, os selecionados entraram em campo no Estádio San Siro/Giuseppe Meazza, em Milão.

Não pude ver na hora, mas tenho certeza que meus olhos brilhavam ao contemplar aquele momento pela TV. A torcida? É óbvio que foi pelo time mais fraco. Impressionavam-me os nomes, Omam Biyik, Kana Biyik, N’kono, M’fede (esse um dos mais engraçados, que ganhou naquela Copa do lendário narrador Silvio o apelido de “Me cheira”), e um tal de Roger Milla, que a RAI (emissora italiana, insistia em gravar o nome como Roger Müller). Ah... eu não posso me esquecer que Diego Maradona também estava naquele jogo. Até o Papa João Paulo II esteve naquele jogo, mas confesso que eu não me lembrava disso.

Mas aquele jogo foi muito mais para mim. Nele um novo mundo, que não limitava à minha casa, minha rua, ou minha escola saltava a minha vista. Um mundo aonde países nunca antes imaginados existiam e derrubavam outros já conhecidos. Um mundo que impressionava por ser tão grande e tão multifacetado.

O gol de cabeça de Omam Byik, com um frangaço do goleiro argentino Pumpido, me trouxe essa sensação. Esse era o mundo do futebol que se abria e aquele gol não significou apenas os números finais do jogo, mas também que meu coração tinha uma paixão. O Futebol.



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posted by Guy Júnior | 5:56 PM | 0 comments